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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Psicoterapia de casal

O filme “Um divã para dois” promoveu a produção deste artigo, que pretende explorar alguns aspectos e possibilidades da terapia de casal.
Algumas pessoas acham que é bobagem fazer terapia e mesmo quando reconheçam a utilidade deste recurso, escondem dos amigos e familiares, muitas vezes por falta de conhecimento sobre o assunto. Atendo casal e família, sei o quanto é difícil compartilhar as suas intimidades com um estranho. Isto também ocorre na terapia individual, mas logo que o vínculo é estabelecido se torna mais fácil. No entanto, na maior parte das vezes, o casal chega ao setting terapêutico já com sua intimidade às avessas, nem eles próprios sabem mais o que é intimidade. Ou seja, são dois estranhos que naturalizaram a intimidade, fazendo do outro um objeto de posse. A comunicação já se tornou falha, ambos olham para o casamento com diferentes perspectivas, que possivelmente estão distorcidas.
Em nossa experiência profissional, encontramos as mais variadas formas de crise em relacionamentos conjugais e/ou em diferentes fases.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ATENDIMENTO DOMICILIAR, UMA NECESSIDADE.

Diversas situações exigem o atendimento psicológico domiciliar. O motivo pode ser um tipo de sofrimento psicológico temporário ou uma necessidade permanente. Quando ocorre com clientes que estão em crises pontuais, o atendimento não demora a ser transferido para o consultório. Mas existem outras situações que fazem com que o atendimento residencial seja a única opção, seja por incapacidade de locomoção do cliente, uma necessidade familiar ou qualquer outra razão. Diante desse universo tão íntimo do cliente, o profissional se depara com situações que podem dar um contorno facilitador ao atendimento e outras que podem, ao contrário, tornar o trabalho bastante complexo. É preciso ter a real dimensão da disponibilidade do psicólogo frente à necessidade do cliente, para que o vínculo seja estabelecido e o processo terapêutico seja desenvolvido.

domingo, 8 de abril de 2012

Dificuldade nas relações –Terapia individual, de casal ou de família?

Desde o nascimento, as relações são cruciais para nossa existência. Somos apresentados ao mundo pela relação com nosso primeiro cuidador. Começamos a nos conhecer através dessa primeira relação e continuamos o processo de nos construir através das relações posteriores.
A importância das relações em nossas vidas se torna crucial, somos produtos delas, num jogo eterno entre o que pretendemos ser e o que o meio nos permite. Essa dança é um eterno vir a ser, que busca o equilíbrio, o fluir natural do ser. Nossas relações são fonte de saúde e de doença; de amor e de ódio, de trocas que podem nos nutrir ou nos contaminar.
Dizem que o amor deve começar em nós, caso não haja amor por si mesmo, como será possível amar a outro alguém? Se nossas relações são nossas fontes, como é que poderemos nos amar antes? Não deixa de ser um paradoxo, talvez o primeiro e mais importante paradoxo de nossas vidas.
Tal paradoxo nos aponta para o principal foco, a fonte de todas as nossas relações: a forma de nos relacionarmos conosco. Meu relacionamento comigo mesmo é o que me permite escolher novas formas de me relacionar com os outros. E assim, nossa liberdade de ser está entrelaçada a nossas relações com o outro ou conosco num eterno fluir de ciclos sucessivos.
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Toda dificuldade do ser humano está ligada de alguma forma  às relações.