segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ATENDIMENTO DOMICILIAR, UMA NECESSIDADE.

Diversas situações exigem o atendimento psicológico domiciliar. O motivo pode ser um tipo de sofrimento psicológico temporário ou uma necessidade permanente. Quando ocorre com clientes que estão em crises pontuais, o atendimento não demora a ser transferido para o consultório. Mas existem outras situações que fazem com que o atendimento residencial seja a única opção, seja por incapacidade de locomoção do cliente, uma necessidade familiar ou qualquer outra razão. Diante desse universo tão íntimo do cliente, o profissional se depara com situações que podem dar um contorno facilitador ao atendimento e outras que podem, ao contrário, tornar o trabalho bastante complexo. É preciso ter a real dimensão da disponibilidade do psicólogo frente à necessidade do cliente, para que o vínculo seja estabelecido e o processo terapêutico seja desenvolvido.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Depressão ou tristeza?


A depressão é considerada o mal do século. Uma doença que não se vê. Especialistas defendem que este é um dos principais motivos para tanto preconceito e desconhecimento em relação à depressão, que atinge um em cada oito brasileiros. Depressão não é fraqueza,  trata-se de uma doença que causa alterações químicas no organismo, que resultam em mudanças  psicológicas.
Os pais precisam estar atentos para mudanças de comportamento dos filhos. Quanto antes for identificado os sintomas da depressão, melhor será o tratamento.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O que está acontecendo comigo?

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Durante o desenvolvimento do ser humano muitas crises  são previstas, outras nem tanto. Fato é que sempre que nosso funcionamento está diferente, seja de outro ser humano na mesma fase ou do que a pessoa era recentemente, há registro de que algo está errado. Sendo assim, quando algo compromete o funcionamento saudável do indivíduo, é hora de procurar o profisional adequado para identificar o que está havendo.
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Muito já foi discutido sobre normal e patológico, considerando a linha tênue que há entre um e outro, além da necessidade de ser considerado o contexto onde o sujeito está inserido. Ainda que exista um quadro classificatório de doenças mentais ou desvios do comportamento saudável, insistimos em lembrar que tal classificação não serve de rótulo para ninguém.
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Entretanto, a classificação das doenças psicológicas nos servem de guia para melhor conduzir o indivíduo a um funcionamento saudável. Muitas vezes, a classificação apenas denota uma forma de funcionar diferente, que quando não identificada pode trazer prejuízos e sofrimentos desnecessários para o indivíduo e seus familiares.
Saber identificar algo errado e procurar a ajuda do profissional adequado pode tornar a vida muito mais fácil, independente da gravidade do caso.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Alma imoral

Convidada pela colega Rosane Pimentel, fui assistir a peça A ALMA IMORAL. Eram os últimos dias em cartaz, após 6 anos, mas a casa estava lotada e todos aplaudiram de pé. Impossível definir a experiência em poucas palavras, trata-se de uma obra de arte, no melhor sentido do que podemos chamar de arte. O tempo de apresentação é apenas gatilho para muitos outros desdobramentos.

 Diversas sensações, reflexões e tensões são despertadas durante e após a peça. Somos provocados a questionar nossas verdades mais enraizadas, nossas crenças e valores. O enredo é impactante, provocador, revelador, transformador e espetacularmente simples, assim como a vida. A alma imoral é baseada no livro homônimo de Nilton Bonder; Foi explorada, compreendida, vivida e compartilhada – com todo seu ser, de forma magistral – por Clarisse Niskier. A arte que nos toca a alma, nos transforma, não e possível permanecer com a mesma visão de mundo. Alias, mais do que isso, a peça nos faz ter consciência de sermos a própria transformação, a tal “metamorfose ambulante” de Raul Seixas. Sai extasiada e incomodada. Sim, incomodada com alguns espaços estagnados, saí ansiando movimento e sossego, um paradoxo como tantos outros estimulados. Comprei o livro aos poucos vou saboreando cada palavra, viajando em novos desdobramentos. Ainda terei muito a compartilhar sobre tantas desconstruções e novos constructos. Mas, por ora, me satisfaço com a entrevista acima. Quase uma hora de video, mas vale a pena. Confira.

domingo, 8 de abril de 2012

Dificuldade nas relações –Terapia individual, de casal ou de família?

Desde o nascimento, as relações são cruciais para nossa existência. Somos apresentados ao mundo pela relação com nosso primeiro cuidador. Começamos a nos conhecer através dessa primeira relação e continuamos o processo de nos construir através das relações posteriores.
A importância das relações em nossas vidas se torna crucial, somos produtos delas, num jogo eterno entre o que pretendemos ser e o que o meio nos permite. Essa dança é um eterno vir a ser, que busca o equilíbrio, o fluir natural do ser. Nossas relações são fonte de saúde e de doença; de amor e de ódio, de trocas que podem nos nutrir ou nos contaminar.
Dizem que o amor deve começar em nós, caso não haja amor por si mesmo, como será possível amar a outro alguém? Se nossas relações são nossas fontes, como é que poderemos nos amar antes? Não deixa de ser um paradoxo, talvez o primeiro e mais importante paradoxo de nossas vidas.
Tal paradoxo nos aponta para o principal foco, a fonte de todas as nossas relações: a forma de nos relacionarmos conosco. Meu relacionamento comigo mesmo é o que me permite escolher novas formas de me relacionar com os outros. E assim, nossa liberdade de ser está entrelaçada a nossas relações com o outro ou conosco num eterno fluir de ciclos sucessivos.
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Toda dificuldade do ser humano está ligada de alguma forma  às relações.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Diagnóstico, ele define quem sou?

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Diariamente recebemos clientes no consultório com diversos diagnósticos já definidos, seja por um profissional qualificado ou não. Isso significa dizer que nem sempre o diagnóstico é realmente condizente com a situação do cliente. Entretanto, ainda que assim seja, o diagnóstico pode definir quem é essa pessoa que chega? Afinal, para que serve um diagnóstico?
Já mencionei anteriormente sobre a prioridade de quem é a pessoa por trás do diagnóstico. Certamente, o diagnóstico não serve para definir ninguém, existe sempre uma individualidade, a singularidade do sujeito que vivencia o fato. Mas, a final, o que é diagnóstico e para que serve?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Primeiro contato com a terapia

Não é nada fácil chegar ao consultório de psicoterapia.
Você pode estar sendo levado por alguém ou por um sintoma.
Pode ter sido encaminhado por um amigo ou um profissional de saúde.
Pode já ter feito terapia antes, com uma experiência boa ou não.
Pode simplesmente ter decidido se auto-descobrir.
De toda forma, não é fácil o primeiro contato com o psicoterapeuta.
Estar diante de um estranho com quem se pretende falar de suas mais profundas questões, definitivamente, não é fácil!
Em minha experiência de atendimento clínico, percebi algumas questões comuns que podem ser esclarecidas.

Uma delas é achar que o sintoma que tira o próprio controle é sinônimo de loucura. Não, não é. Os sintomas são como a febre, sinal de que algo não anda bem no seu organismo, apenas isso. O sintoma, mesmo que seja muito parecido com um surto de loucura, não basta para definir um quadro psicótico. Na verdade, na abordagem gestáltica, sintoma é uma ação criativa e inteligente do organismo na busca por um equilíbrio. O próprio sintoma, então, se torna um sinal de saúde, visto que sinaliza um caminho, uma porta para a buscar de equilíbrio do indivíduo. Para nós, terapeutas, é um ótimo "sinaliza-dor" das questões mais profundas do ser.